quinta-feira, 25 de março de 2010

marataizes o que fazer

Praias e lagoas emolduram Marataízes, concorrido destino capixaba quando chegam as férias escolares. Freqüentada por famílias, a cidade oferece 25 quilômetros de orla com águas mansas e muitos trechos desertos - é o caso das praias do sul, como Cações, Boa Vista e Marobá, acessíveis por estrada de terra.




Quem procura um pouco de agito e atividades à beira-mar também encontra sua praia. Na Barra, as ondas são ideais para o surf, sem contar os quiosques que atraem a turma jovem. Já a movimentada praia das Neves oferece redes de vôlei e guarda-sóis de sapé na areia e um calçadão perfeito para caminhadas. Um bom programa para o dia inteiro é a Lagoa do Siri, com boa estrutura de barracas e aluguel de caiaque e pedalinho.

Os frutos do mar fresquíssimos também fazem parte dos atrativos de Marataízes. Nos muitos restaurantes e quiosques da orla central, as delícias chegam às mesas em forma de moqueca ou jambalaia - o prato típico é inspirado no risoto de camarão e incrementado com queijo gratinado.

fonte: http://www.feriasbrasil.com.br





A cidade é marcada por atividades como o artesanato, a pesca e agricultura.



Praias:



das Neves: praia extensa, com 12km, ondas fortes. No trecho sul é de tombo. Nela ficam as ruínas da igreja de Nossa Senhora das Neves.



Marobá: lugar paradisíaco, ótimo pra quem busca sossego e tranqüilidade. É meio deserta mas abriga algumas vilas de pescadores.



do Siri: a praia é movimentada, de areia branca e vegetação rasteira. A 10m fica a Lagoa do Siri, que é ótima pra crianças, passeios de caiaque e pedalinho. Na orla tem vários restaurantes e quiosques.



Marataízes: praia é rasa e calma, com piscinas naturais. É a mais freqüentada pelos turistas, na orla tem bares e restaurantes. Na época entre o reveillon e o carnaval tem diversas atrações em trios elétricos.



da Morte: praia urbana, contornada por praça com coqueiros. Boa pra crianças com piscinas naturais, abriga o Iate Clube.



Prainha: boa para pesca.



Areias Preta: é famosa pela areia com efeitos medicinais, tem ondas fracas que formam piscinas naturais. Na parte sul tem ondas fortes, boas para o surf. Quiosques na orla.



da Cruz: tem esse nome por causa de uma cruz fixada em uma pedra. Tem faixa de areia fina, é ótima para crianças, pois tem ondas calmas.



da Barra: praia de grande extensão de areia, procurada pra banho, pesca, esportes náuticos, futebol e vôlei de areia. Na orla quiosques e restaurantes.



dos Cações: fica a 10km do centro, bela paisagem com falésias na orla, quase deserta. Boa para passar o dia com a família.

fonte: http://www.melhorespraias.com.br/

quinta-feira, 11 de março de 2010

espirito santo voce conhece

Outras importantes cidades são Aracruz, Anchieta, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari, Linhares, São Mateus, Serra, Viana e Vila Velha.



Localização
- Região Sudeste
- Estados limítrofes Bahia (a nordeste), Minas Gerais (a oeste) e Rio de Janeiro (sul)
- Mesorregiões 4
- Microrregiões 13
- Municípios 78
Capital Vitória

- Deputados federais 10
- Deputados estaduais 30
- Senadores Magno Malta (PR)
Gérson Camata (PMDB)
Renato Casagrande (PSB)
Área
- Total 46.077,519 km² (23º)
População 2007
- Estimativa 3.351.669 hab. (14º)
- Densidade 72,7 hab./km² (7º)
Economia 2006
- PIB R$52.782.914 (11º)
- PIB per capita R$15.236,62 (5º)
Indicadores 2000
- IDH 0,802 (2005) [1] (7º) – elevado
- Esper. de vida 72,9 anos (9º)
- Mort. infantil 18,9/mil nasc. (12º)
- Analfabetismo 5,6% (8º)
Fuso horário UTC-3
Clima tropical de altitude, Tropical Cwb, Aw
Sigla BR-ES


O Espírito Santo é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na Região Sudeste e tem como limites o Oceano Atlântico a leste, a Bahia a norte, Minas Gerais a oeste e noroeste e o estado do Rio de Janeiro a sul, ocupando uma área de 46.077,519 km². Sua capital é o município de Vitória. Outras importantes cidades são Aracruz, Anchieta, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari, Linhares, São Mateus, Serra, Viana e Vila Velha. O gentílico do estado é capixaba ou espírito-santense.




Vasco Fernandes Coutinho desembarcou na capitania no dia 23 de maio de 1535 desembarcando na atual Prainha de Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade.



Inicialmente, a região era habitada por diversas tribos indígenas, todas pertencentes ao tronco Tupi; as tribos do interior eram chamadas de Botocudos, sendo-lhes atribuído comportamento hostil e belicoso, além da prática de antropofagia. No litoral, as tribos também eram hostis, porém de hábitos um pouco diferentes.

Na região Sul do actual estado e na região da serra do Caparaó, as tribos não eram hostis, e o seu nome deriva de seu hábito de levar os visitantes para "ouvir o silêncio" da Serra do Castelo. As demais tribos eram os aimorés e os goitacás.
[editar] Colônia

A costa do atual estado do Espírito Santo foi reconhecida por navegadores portugueses já em 1501, e desde então foi alvo da ação de contrabandistas de pau-brasil.

Com o estabelecimento, pela Coroa Portuguesa do sistema de Capitanias Hereditárias para a colonização do Brasil (1534), o seu atual território estava compreendido no lote que se estendia da foz do rio Mucuri à do rio Itapemirim (aproximadamente), doada a Vasco Fernandes Coutinho em 1 de junho de 1534.

A colonização portuguesa no estado começou em 23 de maio de 1535 quando os colonizadores, chefiados pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho, chegaram na capitania do Espírito Santo e desembarcaram da Nau Glória na região da Prainha próximo onde hoje está situado o 38º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro (em Vila Velha). Sob as flechas dos Goitacás, havendo necessidade do troar das duas peças de artilharia da embarcação, para que os indígenas debandassem, permitindo a posse da terra pelo donatário, ali mesmo decidiu erguer uma fortificação, o Fortim do Espírito Santo, e iniciaram aí o primeiro núcleo populacional da capitania. Foi denominada de Vila do Espírito Santo (hoje Vila Velha, uma das cidades mais antigas do Brasil, com 473 anos de existência. No começo, era uma pequena vila, dedicada a plantação de milho (dai que surgiu o gentílico capixaba, que deriva do tupi kapi'xawa, terra de plantação). Devido aos constantes ataques dos povos indígenas extremamente hostis, que ali residiam, e que estavam quase destruindo a vila, Vasco Fernandes Coutinho, resolve fundar uma outra vila, desta vez em uma ilha, que era de relevo irregular, com muitas montanhas (Vila Velha é plana), a fim de se proteger dos ataques indígenas.

A nova povoação recebeu o nome de Vila Nova do Espírito Santo (hoje Vitória, capital do estado), onde começou de vez o povoamento da capitania. Mesmo tendo se isolado na ilha, os portugueses não ficaram livres de ataques. Após resistir a uma grande investida dos indígenas, valendo-se do relevo para equilibrar a desvantagem numérica, os colonizadores rebatizaram a ilha de Vitória. Após neutralizar as tribos locais, a capitania experimentou um breve período de paz, onde se voltou para o plantio de cana de açúcar, e começaram as missões jesuíticas. Nessas missões buscava-se catequizar as tribos hostis do estado e evitar futuros problemas. Dentre os padres jesuítas destaca-se José de Anchieta, que fundou várias cidades no estado, como Guarapari, Benevente (atual Anchieta) e Marataízes, e também em outros estados, como a cidade de São Paulo. Ele percorreu todo o sudeste do Brasil, mas residiu no Espírito Santo, onde morreu em 1597, na cidade que leva seu nome Anchieta.




Durante o final do século XVI se iniciou um novo período, que se estendeu até o começo do século XVIII, nesse período, sucessivos ataques franceses, ingleses e neerlandeses e de corsários, fizeram com que a baía de Vitória se tornasse uma verdadeira praça-forte. Apenas na ilha de Vitória foram erguidos quatro fortes, com destaque para o Forte de São João. Outros recursos defensivos foram empregados como o uso de uma grossa corrente presa em cada margem da baía para conter os navios indesejados. Também durante esse período, há relatos de batalhas com auxílio milagroso, e de vários heróis como Maria Ortiz, que ajudou a expulsar os neerlandeses, neles "jogando água quente".[4]

As tentativas mais sérias de invasão e ocupação foram as dos neerlandeses de 1625, quando o donatário da capitania, Francisco de Aguiar Coutinho, repeliu uma investida de oito navios sob o comando de Piet Hein, de 10 a 18 de março de 1625, com o apoio de entrincheiramentos e das fortificações da vila, e a de 1632, quando os neerlandeses atacaram novamente a capitania, agora com sete navios, sob o comando do Coronel Johann von Koin. Deles desembarcam uma força de quatrocentos homens, de 27 de outubro a 13 de novembro de 1632, sendo repelidos em Vitória pelas forças do capitão-mor João Dias Guedes. Diante dos ataques, o Governo-geral destacou para Vitória quarenta infantes da tropa regular. Um último ataque neerlandês à capitania ainda seria registrado, porém, em 1653.



No Século XVII, o estado finalmente voltou a paz, porém o estado foi praticamente abandonado após a descoberta de ouro no interior de seu próprio território, que foi desmembrado para a criação da Capitania Real das Minas Gerais, por uma ordem de Portugal. Muitos dos investimentos da Coroa Portuguesa nesse período vieram em forma de construção e reformas de fortes para a proteção da vila e também a proibição de abertura de estradas para o interior, que pudessem facilitar o caminho para a região das minas. Durante esse período, ocorreu um fato que muitos desconhecem, a capitania foi anexada à capitania da Baía de Todos os Santos, pois o governador-geral observava que, em Vitória, faltava todo o tipo de defesa e meios de conservação, atribuindo isso à má administração daqueles que governaram a capitania. Isso se devia, entretanto, ao isolamento decorrente da descoberta das Minas, e ordenou que a capitania fosse anexada à capitania geral da Bahia, para sua modernização, tendo sua Capital em Salvador. Isso acarretou no povoamento do norte do estado, conhecido por ter algumas das tribos indígenas mais hostis, mas, mesmo assim, foram estabelecidos grandes latifúndios escravistas, principalmente no município de São Mateus.
[editar] Império

Após a Independência do Brasil, as lavouras cafeeiras chegaram ao sul do estado, provenientes do Rio de Janeiro, o café foi o primeiro sinal de progresso para a nova província, agora que os índios estavam exterminados, o interior do estado finalmente foi povoado. O café enriqueceu muito o estado e formou ricas cidades, maiores e mais ricas que a capital, como Santa Leopoldina e Cachoeiro do Itapemirim que foram fragmentadas em várias outras cidades menores. O café já não é mais a maior fonte de renda do estado, mas foi até aproximadamente 1960.
[editar] Imigração e crescimento
O plantio do Café, foi a principal atividade exercida pelos imigrantes europeus e foi a maior fonte de renda para o estado até 1940.

Durante o fim do século XIX milhares de Imigrantes, vindos principalmente da Itália, Alemanha e Pomerânia (nação extinta onde hoje seria o norte da Alemanha e da Polônia) se estabeleceram na Serra do castelo. O plantio do café foi ainda a principal atividade dos imigrantes europeus, que introduziram o regime da pequena propriedade na região serrana, mais especialmente os pomeranos se voltaram para culturas agrícolas diferentes, como a da uva e a do morango, frutas de clima temperado que podiam ser plantadas ali graças ao clima mais ameno. Muitos imigrantes, especialmente os pomeranos ainda mantêm sua cultura, hábitos e festas típicas.

Os imigrantes europeus, vieram para o Brasil, com o sonho de uma vida melhor, pois no fim do século XIX e começo do XX, período da imigração, seus países de origem viviam graves problemas sociais e econômicos, os imigrantes que vieram ao Brasil, se estabeleceram em terras altas de clima mais ameno e se dedicavam a agricultura.

Hoje estima-se que de 60% a 70% da população do estado possui alguma ascendência Italiana ou Alemã[carece de fontes?]. Porém os alemães e pomeranos juntos não chegam nem a 5% da população.

A partir da década de 1950, o estado começou a driblar os problemas históricos e começou a explorar seus muitos recursos naturais e a se industrializar.

Atualmente, o Espírito Santo conta com trunfos valiosos na arrancada para o desenvolvimento econômico: uma privilegiada localização geográfica, riquíssimas reservas de minerais radioativos no litoral, um grande complexo portuário, sendo que tem a melhor estrutura portuária do Brasil com um dos maiores portos de minério do mundo, o Porto de Tubarão, a segunda maior produção de petróleo país e as maiores reservas de gás natural do Brasil. Além disso, conta com vastas áreas de plantio de eucalipto, sendo grande produtor de celulose, e o estado é também o maior produtor de rochas ornamentais do mundo, principalmente mármore e granito. Possui uma rica e diversificada agricultura.


O estado do Espírito Santo ocupa uma área de 46.184,1 km² no litoral do Brasil, localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e a sul da Linha do Equador e com fuso horário de menos três horas em relação à hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Sudeste, fazendo divisa com os estados de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. É banhado pelo oceano Atlântico.

Cerca de 40% do território do estado encontra-se em uma faixa de planície, porém a variação das altitudes é bem grande.

O relevo apresenta-se dividido em duas regiões distintas: A Baixada Espíritossantense e a Serra do Castelo, na qual fica o Pico da Bandeira com 2.892 m, na serra de Caparaó. Seu clima predominante é o tropical de Altitude do tipo Cwb.

O bioma (dominío morfoclimático) do estado são os chamados "Mares de Morros" caracterizados pela vegetação tropical, em climas mais amenos, formados por serras fortemente erodidas.
[editar] Relevo
Pico da Bandeira, ponto Culminante do estado, com 2.891,8 m de altitude e o 3° maior pico do Brasil.

O relevo do estado é constituído de duas unidades: a Baixada Espíritossantense e a Serra do castelo (serra capixaba).

O Relevo do estado, é formado por rochas cristalinas, sobretudo gnaisses e granitos, à nordeste do Rio Doce o relevo é de origem sedimentar, porém a noroeste do Rio Doce O relevo também é formado por gnaisses e granitos.

De largura variável, a Baixada Espíritossantense acompanha toda a costa capixaba, da fronteira com a Bahia até o limite com o Rio de Janeiro. Estreita ao sul, alarga-se consideravelmente a partir de Aracruz, no sentido norte. Ocupa cerca de 40% do território estadual.

A segunda unidade do relevo são os planaltos, que ocupam 60% do território do estado. Tem uma altitude média de 758 m. As zonas montanhosas são em geral, cortada por numerosos cursos d'água, que nascem na região devido os altos índices de precipitação pluviométrico (chuvas), esses rios, cavam profundos vales, criando um relevo único. O Espírito Santo é coroado por maciços montanhosos, e entre os quais se destacam, os picos da Serra do Caparaó, nela estão localizados o pico da Bandeira (2.892m), ponto culminante do estado e da Região Sudeste e o terceiro mais alto de todo o país localizado na divisa com Minas Gerais, e o Pico do Calçado (2.849 m), o maior exclusivamente em território capixaba. Em Castelo está o Pico do Forno Grande, um imponente afloramento rochoso com 2.070m, ponto mais alto da Serra do castelo, existem vários afloramentos menores, mais não menos importantes, como a Pedra das Flores e a Pedra Azul, com respectivamente 1909 e 1822 m, em seu topo, há um micro-clima super-úmido, por passar a maior parte do tempo encoberta pelas nuvens, lá existem cerca de 50 espécies de orquídeas e bromélias. A região, possui muitos lagos e cursos d'água e a região ainda tem uma forte neblina, que atinge a região principalmente no Outono e na Primavera.
Pedra Azul.

Ao norte do Rio Doce, as altitudes diminuem sensivelmente, porém apresentam-se algumas elevações rochosas, os pontões, impropriamente chamados de serras, entre as quais a do Serra do Pancas e a do Serra do Cunha, porém mesmo lá, existem alguns pontos acima dos 1500 m em Mantenópolis, e municípios acima dos 600 m como é o caso de Marilândia, Pinheiros e Ecoporanga, e vários municípios com pontos acima dos 1000m, como Linhares e Colatina.

Na região da Serra do Caparaó, está localizado o maior desnível do Brasil, com variação de 2892 m em sua cota máxima, para 997 m na sua menor altitude.

As áreas de planalto do Espírito Santo, são denominadas de Serra Capixaba porém as serras que existem no estado são:

* "Serra Litorânea do sul do Espírito Santo", não confundir com a Serra do Mar, que se inicia em Santa Catarina e Termina no estado do Rio de Janeiro, localizada apenas em Mimoso do Sul, extremo sul do estado, com ponto mais elevado à 1908 m.
* Serra do Caparaó, localizada no sudoeste do estado, apresenta um relevo bastante acidentado, com muitos picos e ondulações, apresenta as maiores altitudes do estado e até do Brasil, lá se localiza o Pico da Bandeira (2891,8m), ponto culminante do estado, abrange 7 municípios.
* Serra do Aimorés, Localizada no Noroeste do estado, apresenta as menores cotas de altitude, não passando dos 1.500m, abrange toda a Microrregião da Barra de São Francisco e o município de Ponto Belo.
* Serra do Castelo, é a de maior extensão territorial do estado, ocupando praticamente toda a região central do Espírito Santo, abrange mais de 20 municípios, tem altitude regular, o ponto mais alto possuí 2.070 m de altitude. A Serra do Castelo termina nas proximidades do Rio Doce, porém alguns prolongamentos são notados em Pancas, Marilândia, Colatina, Linhares e Pinheiros.

Espírito Santo
Ficha técnica
Relevo baixada litorânea (40% do território) e serras 53% do território)
Ponto mais elevado pico da Bandeira, na serra do Caparaó (2.889,8 m).
Rios principais Doce, São Mateus, Itaúnas, Itapemirim, Jucu.
Vegetação Florestas tropicais, no Norte do Estado e em parte da Serra do Castelo, Restinga e Manguezais no litoral, Floresta Tropical Ombrófila Antimontana e Campos de Altitude na Serra do Castelo.
Clima tropical de altitude, Tropical.
municípios mais populosos Vila Velha (407.579), Serra (397.226), Cariacica (362.277), Vitória (317.817), Cachoeiro de Itapemirim (198.962), Linhares (130.901), Colatina (110.713), São Mateus (103.113), Guarapari (100.655), Aracruz (77.414) (2008).

O clima predominante do estado é o Tropical de Altitude, presente em 60% do estado, com bruscas alterações climáticas, de verões quentes e invernos amenos. Porém, o clima Tropical é presente em 40% do estado. Segundo a classificação do clima de Köppen, o clima tropical apresenta duas variações, Am e Aw.

Por clima, as terras capixabas podem ser divididas em Terras quentes, e Terras Frias, nas terras quentes, que se estendem em uma estreita faixa litorânea e se alargam consideravelmente a partir de Linhares, são lugares muito planos, de clima tropical seco, com precipitação anual inferior a 1.100mm e de temperaturas médias anuais superiores à 22°C, As Terras Quentes ocupam 24% do território do estado. Nas Terras Frias, áreas muito montanhosas com altitude superior à 600m o clima predominante é o Tropical de Altitude, com precipitação pluviométrica anual de mais de 1.900mm e temperaturas médias anuais inferiores à 18°C, as Terras Frias ocupam 37% do território do estado. Há também uma considerável área de transição, ocupa cerca de 39% do território do estado, de relevo um pouco menos montanhoso, altitude entre 200 e 600m e precipitação média anual perto dos 1.500mm.

Na Baixada Espíritossantense predomina o clima tropical seco do tipo Am, típico do litoral norte do estado, com chuvas de verão e invernos secos. A temperatura média anual é superior a 22°C, caracterizando-se por temperaturas elevadas durante todo o ano. O índice pluviométrico anual chega a 1.250mm na encosta da Serra e na Região Metropolitana de Vitória, com uma estação seca pouco pronunciada, a região tem um dos verões mais quentes do Brasil, com médias de 28°C, porém a região tem um inverno muito mais frio que as baixadas litorâneas dos estados vizinhos, de Rio de Janeiro, Bahia e até de São Paulo.[6]

O clima tropical chuvoso do tipo Aw ocorre no resto da Baixada Espírito-santense, com cerca de 1.000 mm anuais de chuva e estação seca bem definida.

A Baixada possui, durante o mês de março, um dos verões mais quentes de todo o Brasil, com temperaturas médias mensais que variam de 27°C até 30°C, sendo freqüentes marcações próximas dos 40°C em cidades do interior do estado, como Cachoeiro do Itapemirim e Colatina, nota-se temperaturas bem mais elevadas no sul do estado. Porém, mesmo nessas cidades, no inverno, as temperaturas podem chegar a até 10°C, mesmo em altitude 0, graças às massas de ar polar, que atingem o estado somente no no inverno.[7] Durante o inverno, são freqüentes a ocorrência de massas de ar polar úmido no estado, isso faz as temperaturas caírem a até 0°C na Serra do Castelo e até 10°C na Baixada, porém quanto mais próximo do mar, maior é a temperatura, e menor sua influencia. Massas de ar polar muito fortes, causam as mínimas extremas do estado.

Na Serra do Castelo (serra capixaba), o clima é tropical de altitude, típico da região serrana do sul do estado. As temperaturas caem progressivamente à medida que aumentam as altitudes, caracterizando-se por temperaturas mais baixas no inverno, porém nota-se bruscas variações climáticas e 4 estações bem definidas, além de um índice pluviométrico imensamente maior, com cerca de 2.300 mm de precipitação anual, e temperaturas médias anuais que variam de 20°C a 12°C, dependendo da altitude.

Entre o Outono e a Primavera, uma forte neblina, atinge principalmente o leste da Serra do Castelo, isso pode gerar acidentes de transito, porém faz que mesmo os dias mais secos do inverno, registrem certa precipitação e uma fina garoa.
Geada no Pico da Bandeira.

A medida que se avança para o Oeste, o clima é mais seco, porém, com grande amplitude térmica, o que faz com que mesmo em dias onde as temperaturas minimas cheguem próximas a 0°C, sejam registradas máximas de 20°C.

Nos Picos da Serra do Caparaó, são registradas as menores temperaturas do estado, e algumas das menores temperaturas da Região Sudeste. Graças a grande altitude da região, são comuns marcações na casa de -4°C negativos, e geadas ocorrem diariamente no Inverno. A temperatura na região pode variar de 25°C até -10°C negativos.[9] Aos pés do Pico do Cristal existe um lago, onde se registra pelo menos um dia por ano com cobertura de gelo no local.

Os maiores índices pluviométricos do estado são os de Alfredo Chaves (Apelidada de "Alfredo Choves") com 3.100mm, seguido por Vargem Alta com 2.800mm anuais, caracterizados pela fina garoa que cai sem parar. A cada ano, nota-se que o estado vem ficando cada dia mais seco, o litoral do estado, possui os menores índices de precipitação de toda a costa brasileira, caracterizado por muitos dias de sol e por poucos de chuvas, porém, quando chove, são chuvas torrenciais de cerca de 80 a 150mm em um único dia.

Inicialmente, a vegetação do estado era Vegetação Litorânea (Restinga e Manguezais) no litoral, com árvores que não ultrapassam os 5m, Floresta Tropical de médio porte na Baixada Espíritossantense, Nas áreas de planalto, existem vários tipos de vegetação, conforme a região e a altitude, os principais são: Mata Atlântica, Floresta Tropical ombrófila antimontana, Mata de Araucária,[9] misturada a vegetação nativa em pontos mais elevados, manchas de campos por toda a serra e também a presença dos Campos de Altitude, nos picos da Serra do Caparaó e da Serra do Castelo.

Atualmente a vegetação predominante do estado é artificial, são as "plantações" de pinheiros de eucalipto, de origem australiana, plantados principalmente pela sua utilidade para fabricação de móveis e de celulose, usada para fazer papel, para se fazer celulose, sobretudo na região da Serra do Castelo, se utilizam Pinheiros de origem Canadense, que são melhores que os eucaliptos, porque não corroem o solo, porém eles só se adaptam a regiões mais frias, como a Serra do Castelo. No passado, a floresta tropical (ampla mata repleta de árvores de grandes folhas) cobria todo o território capixaba. Hoje, a ação do homem substituiu-a quase completamente por campos de cultivos, pastagens artificiais. Aí, a busca de solos virgens por parte dos agricultores e a extração de lenha e de madeira de lei determinaram a proliferação dessas formações vegetais. No norte, onde ainda se desenvolve o processo de ocupação, podem ser encontradas algumas reservas florestais. Na serra do Caparaó, onde outrora revestido pela Mata Atlântica que está totalmente devastada pela ação do extrativismo vegetal, observa-se a presença de uma vegetação campestre, pouco desenvolvida, típica das zonas de altitude mais elevada (acima dos 1.000m), no interior do estado, no norte do estado, e cada vez mais ao sul a floresta tropical foi tomada pelos Pinheiros de Eucalipto, através da empresa Aracruz Celulose.
Típica vegetação das terras baixas do estado.

Atualmente a vegetação do estado é muito variável, a vegetação predominante no centro-norte do estado são os artificiais pinheiros de eucalipto, nas regiões mais altas, a floresta tropical ainda se encontra preservada, na região da Serra do Castelo e da Serra do Caparaó, há bastante variação entre a Mata Atlântica ainda preservada, os Eucaliptos e os Pinheiros, já na região litorânea, a pouca vegetação que resta, é parte dos Manguezais e da Restinga.
[editar] Correntes marítimas

O estado sofre influência tanto da Fria Corrente das Malvinas quanto da quente Corrente do Brasil. A Corrente do Brasil, que é quente, exerce influência sobre toda o litoral norte de vitória (a partir da capital Vitória), porém mesmo assim não consegue deixar o clima desses locais mais úmido. Mesmo terminando em meados do estado de São Paulo, a corrente fria das Malvinas atinge o estado por meio de uma faixa de ressurgência (reaparecimento),[10] que vai de Presidente Kennedy até próximo de Vitória, o que deixa todo o estado, com clima muito mais seco, (atingindo cerca de 700mm de precipitação em Ecoporanga) e com invernos muito mais frios. No verão, a Corrente do Brasil ganha força e a ressurgência da Corrente das Malvinas desaparece, deixando o estado com verões muito quentes, o que gera bruscas alterações climáticas.

O principal rio do Espírito Santo é o Doce, com 977 km de comprimento. Nasce em Minas Gerais e desagua no oceano Atlântico, no litoral do município de Linhares, depois de atravessar o estado de oeste para leste.

Outros rios importantes são o Itabapoana, que separa o Espírito Santo do Rio de Janeiro, o Itapemirim, o Itaúnas, o Jucu, o Santa Maria da Vitória, que desemboca na baía de Vitória, e o São Mateus, no norte do estado.

O município do estado com mais lagoas é Linhares, com 69 lagoas e lagos em sua extensão, não há uma lista ou contagem das lagoas do estado, pois existem muitas artificiais e muitos alagadiços e lagos temporários. Existe apenas uma estimativa de que existam aproximadamente 400 lagoas, lagos, e alagadiços em todo o estado.

As principais lagoas do Espírito Santo são a Juparanã (a maior do estado), Juparanã-Mirim, Suçuraca, Monsarás, do Cupido, do Durão e da Águia (todas no Município de Linhares), a cidade de Linhares possui a maior área do estado, e é um dos mais extensos do Brasil.

O litoral capixaba é rochoso ao sul, com falésias de arenito, e também na parte central, com grandes morros e afloramentos granitícos a beira mar, o litoral sul-central é muito recortado com muitas enseadas e baias protegidas por rochas e afloramentos rochosos a beira mar, é arenoso ao norte, com praias cobertas por uma vegetação rasteira e extensas dunas, principalmente em Itaúnas e Conceição da Barra. A 1.140 quilômetros da costa, em pleno Oceano Atlântico, encontram-se a Ilha da Trindade (12,5 km²) e as Ilha de Martim Vaz, situadas a 30 quilômetros de Trindade. Essas ilhas estão sob a administração do Espírito Santo.

O estado possui um litoral mais recortado no centro-sul, e mais mar aberto no norte, o que faz a maior parte das ilhas se concentrarem na parte central do estado, porém o estado possui várias ilhas. Ao todo, são 73 ilhas localizadas na costa do estado, sendo 50 localizadas na capital Vitória.




No Espírito Santo, o IBAMA administra dezessete unidades de conservação: dois parques nacionais, seis reservas biológicas, três reservas particulares do patrimônio natural, duas áreas de proteção ambiental, uma estação ecológica e três florestas nacionais.


A população do Espírito Santo é de 3.351.669 habitantes, segundo a contagem populacional de 2007, realizada pelo IBGE. Em relação ao ano de 1991, quando a população era de 2.598.231 hab., esses números mostram uma taxa de crescimento anual de 2% ao ano, inferior a do Brasil como um todo (1,6%) para o mesmo período (1991-2000). Ainda segundo o censo demográfico de 2000, o Espírito Santo é o décimo-quarto estado mais populoso do Brasil e concentra 1,82% da população brasileira. Do total da população do estado em 2000, 1.562.426 habitantes são mulheres e 1.534.806 habitantes são homens. Para 2006, a estimativa é de 3.464.285 habitantes.

Nos últimos anos, o crescimento da população urbana intensificou muito, ultrapassando o total da população rural. Segundo a estimativa de 2000, 2.463.049 habitantes viviam em cidades.

A densidade demográfica era de 55,18 hab./km² em 1991. Essa marca é superior à densidade brasileira — 19,94 hab./km². A distribuição da população estadual é desigual, apresentando maior concentração na região serrana, no interior. Nessa área, a densidade demográfica atinge a média de 50 hab./km² e a ultrapassa no extremo sudoeste. A Baixada Litorânea, faixa que acompanha o litoral, apresenta quase sempre densidades inferiores à média estadual. Apenas nas proximidades de Vitória observa-se uma pequena área com mais de 50 hab./km². A parte norte da baixada litorânea é a menos povoada do estado. Seis municípios (Vila Velha, Cariacica, Cachoeiro do Itapemirim, Colatina e Linhares) concentram mais de 45% da população do Espírito Santo (1975).

Um fato marcante é a grande variação do IDH de região para outro, como na capital Vitória (3º melhor IDH entre as capitais do país) e as regiões serrana e sul, com alto IDH, em contraste a para as regiões do norte e conta com um terço da população estadual e no entanto possui IDH muito menor.

Evolução demográfica do estado de Espírito Santo.



Ver artigo principal: municípios do Espírito Santo

Vitória, capital e centro financeiro do estado.
Vila Velha, município mais populoso.
Guarapari, principal cidade turística do estado.

Vitória, a capital do estado, tem o terceiro melhor IDH entre as capitais do Brasil. Construída numa ilha montanhosa, o que também dificultou seu crescimento, mais foi fundamental para sua fundação de 91 km² e ligada ao continente pela ponte Florentino Ávidos, pela segunda e terceira pontes ao sul, e pelas pontes da Passagem, Airton Senna e do canal de Camburi ao Norte, Vitória é a capital e a mais importante cidade capixaba. Centro comercial e cultural, destaca-se também pelos importantes portos: Tubarão e Vitória. A capital forma com os municípios de Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana e Vila Velha a Região Metropolitana de Vitória, conhecida como Grande Vitória, que abriga 1.627.651 hab (2005). Sendo Vila Velha o município de maior população.

* Cachoeiro do Itapemirim é o principal centro urbano do sul do estado. Além de centralizar grande parte da produção agrícola e pecuária desta região, a cidade destaca-se ainda pelo seu parque industrial.
* Colatina, centro econômico da Região Noroeste capixaba, com influencias ate o leste mineiro
* Linhares, na foz do rio Doce, é a maior e principal cidade da região norte do estado, vem apresentando notável crescimento após o início da exploração de petróleo e gás, e vem se destacando nas áreas Industrial e Agrícola, principalmente por causa da fábrica da empresa Coca Cola e pelas plantações de Eucalipto.
* Itapemirim, município do sul do estado vem obtendo crescimento econômico com a produção, manipulação e beneficiamento de Pescados, e também petróleo na bacia do Espírito Santo juntamente com seus vizinhos; com os municípios de Presidente Kennedy, Marataízes, Piúma e Anchieta a região metrópole expandida sul se consolida como uma força de crescimento para o estado.
* Afonso Cláudio é a mais importante e a maior cidade da região serrana. Com a maior população da região, se torna o maior centro economico e industrial da região serrana.
* Venda Nova do Imigrante é a capital Nacional do AgroTurismo. Segunda maior cidade da região serrana, perdendo apenas para Afonso Cláudio, abriga os imigrantes italianos, e tem um ótimo padrão de vida. O Agroturismo é muito forte e encontram-se várias fábricas de produtos do campo.
* São Mateus é uma das cidades do extremo norte, sendo a segunda cidade mais antiga do estado. Seu crescimento econômico está focado na extração de petróleo e gás natural. Na cidade está localizada o CEUNES, campus Norte da UFES. Possui forte apelo turístico, principalmente de temporada. Sua principal praia, Guriri, chega a ser conhecida nacionalmente.
* Vila Velha é a cidade mais antiga e mais populosa do estado, com quase 500 mil habitantes localizada na Grande Vitória, é também o segundo melhor IDH do estado, a cidade vem experimentando rápido desenvolvimento e progresso, nela fica também a principal rodovia estadual do estado, a Rodovia do Sol, possuí muitas fábricas, inclusive a maior fábrica de chocolate do Brasil, um porto, o de Capuaba.
* Serra É o segundo município mais populoso do estado localizado na Grande Vitória, nele fica localizado o Porto de Tubarão, e existem vários balneários importantes no local, como Jacaraípe e Nova Almeida, a cidade possui o maior polo industrial do estado, tendo em seu territorio os centros industriais Civit I, Civit II e o TIMS. A Arcellor-Mittal Tubarão também se faz presente no município, sendo a maior siderúrgica do estado e uma das maiores do país, em 2004 teve o maior índice de homicídios do país.
* Cariacica, localizado na Grande Vitória, é mais populosa que a capital Vitória, porém possuí o menor IDH da região, sendo uma grande periferia da capital, as maiores atividades econômicas e geradora de empregos é a Fábrica da Coca-Cola, maior fábrica da empresa no Brasil, a cidade é cortada por 2 das mais importantes rodovias do Brasil a BR 101 e a BR 262.
* Guarapari cidade paradisíaca com menos de 100.000 habitantes, com forte vocação para o turismo, atraí muitos turistas de todo o Brasil, por causa de suas praias e ilhas.

Na Igreja Católica, destaca-se o Convento da Penha, que é um dos principais monumentos históricos do estado e o Santuário de Santo Antônio. É possível encontrar também alguns praticantes de religiões evangélicas, religiões de origem africana, além de espíritas e outros.

É no Espírito Santo que se encontra o Mosteiro Zen Morro da Vargem, primeiro da América Latina, localizado em Ibiraçu e aberto a visitação, no estado também foram construídos o Convento da Penha 1° Convento do País em 1555, e a primeira Igreja Luterana da América Latina.

O último censo do PNAD revelou os seguintes números: 1.761.318 Pardos (50.7%), 1.438.236 Brancos (41.4%), 260.000 Negros (7.5%), 13.000 Asiáticos ou Índios (0.4%).).[11]

Essa grande miscigenação, ocorreu nas décadas de 40 até 80, quando as grandes cidades do estado começaram a se industrializar, isso atraiu muitas famílias do interior do estado (os italianos), para a Grande Vitória, onde havia grande concentração, sobretudo de pessoas de ascendência portuguesa e espanhola, além de boa parte da população local ser parda, esse êxodo rural, causou grande miscigenação de culturas no estado.

Capixabas

Capixaba (ou espírito-santense) é o gentílico referente ao estado do Espírito Santo. O termo deriva das roças de milho localizadas na ilha de Vitória, que pertenciam aos índios que originalmente habitavam a região quando da chegada dos portugueses.

Quando os portugueses, em 23 de maio de 1535, capitaneados pelo fidalgo Vasco Fernandes Coutinho, tomaram posse da Capitania do Espírito Santo, depararam-se com indígenas de diversas culturas que dominavam o litoral e o interior e que impuseram à Coroa Portuguesa severa resistência ao processo de colonização. Tanto que apenas na primeira metade do século XVII as lutas tiveram fim, com a definitiva derrota dos índios. A partir daí o processo de aculturação deu-se de forma acelerada, e rapidamente as diversas etnias foram absorvidas e integradas pelas populações de origem portuguesa e africana, bem como, no decorrer das décadas, por imigrantes europeus de outras nacionalidades, como alemães e italianos. Nos dias atuais, um reduzidíssimo número de índios das etnias Tupiniquim e Guarani ainda procura manter viva sua cultura e tradição, ambas fragilizadas pela sociedade como um todo, que se baseia em valores bem diferentes e até opostos aos deles. Sobrevivem em reservas situadas ao norte da capital Vitória, sendo Caieiras Velhas, no município de Aracruz, a mais representativa. Ela abriga descendentes dos primeiros Tupiniquins aqui encontrados, praticando agricultura de subsistência e artesanato. Na década de 1980, um acordo firmado entre a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e a prefeitura de Aracruz permitiu a criação, na reserva, de escolas para ensino de nível fundamental e de creches. Na mesma época, por iniciativa da Legião Brasileira de Assistência (LBA), foram introduzidos cursos profissionalizantes, como uma tentativa de reduzir a grande exclusão social a que o processo histórico submeteu os indígenas. Muitos indivíduos, dada a dificuldade de sobrevivência nas reservas, migram para os grandes centros urbanos capixabas para trabalhar em ofícios mal remunerados (posto que a mão-de-obra é desqualificada para as exigências do mercado) ou em ocupações marginais como a prostituição.

Culturalmente falando, foi fundamental a contribuição indígena (a também a africana) no que tange à lingüística, porque enriqueceu sobremaneira a língua portuguesa inicialmente falada em território capixaba. Num processo idêntico ao que ocorreu com todo o Brasil, foi graças aos termos, prefixos e sufixos próprios da língua tupi-guarani (e também as de origem africana) que o português adquiriu sotaques e cadência diferenciados da Pátria-Mãe.






Outra grande presença no estado é a dos alemães, que foram dos primeiros a cultivar o solo mais distante da costa, começaram a chegar em 1817, fundando a vila de Santa Isabel, em Domingos Martins, onde foi construída a primeira Igreja Luterana com Torre da América Latina, a vila de Santa Isabel foi uma das primeiras colônias de imigrantes do Brasil. Assim como a comunidade italiana, ainda retém muitos aspectos da vida de antanho, como grupos de dança típicos e festas como a Sommerfest, em Domingos Martins, que também é de inspiração alemã.

Outro grupo próximo ao alemão é o pomerano, que originalmente veio de uma região entre a Alemanha e Polônia, que sofria com a pobreza e com as invasões polonesas e prussianas. A principal atividade dos pomeranos é a agricultura, eles se concentram em Santa Maria de Jetibá, e mantém muito de sua cultura e idioma preservados, seu idioma, o pomerano, tem como um dos últimos refúgios o estado, onde em cidades bilíngües é usado como língua mais falada pelos habitantes, sendo até ensinado nas escolas, juntamente com o português.
[editar] Afrodescendentes

A presença de negros deve-se, como em todo resto da federação, ao passado escravocrata. Nota-se a forte presença do negro no estado, desde o século XVI, com as principais concentração em São Mateus (o maior centro de escravos da capitania), Vitória, Cachoeiro do Itapemirirm. Essa concentração predominantemente no litoral onde localizavam-se os latifúndios escravistas, pois no interior, as plantações eram na forma de pequenas propriedades, cultivadas por imigrantes europeus.[3]

Segundo alguns historiadores, mesmo após 1850, com a proibição do tráfico, essa região ainda recebeu escravos provenientes do contrabando.[3]

Segundo o IBGE em 2007, 50.7% da população declara-se de cor parda.

Também é notável a presença no Espírito Santo de outras etnias, como a dos poloneses, no município de Águia Branca, dos suíços, espalhados pelo estado, sobretudo na região serrana, entre Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá, dos austríacos, vindos da região do Tirol, conhecidos também como tiroleses, vivendo em Santa Leopoldina, e de um pequeno grupo de belgas, luxemburgueses e libaneses, libaneses, que habitam principalmente o município de Guarapari.

É baseada principalmente nas atividades portuárias, de exportação e importação (maior do país), na indústria de rochas ornamentais (mármore e granito) (maior do mundo), na celulose (maior do país), extraída dos pinheiros de eucalipto, na exploração de petróleo (2° maior)e gás natural (maior do país), além da diversificada agricultura, principalmente do plantio do café (segundo maior).
Floresta de Eucalipto.

Seus extensos recursos naturais e seu grande potencial, foram explorados somente após a década de 1950, pois o estado foi abandonado para servir de barreira natural, por causa da densa floresta e pelas altas montanhas do estado para conter possíveis invasões estrangeiras que almejassem chegar ao ouro das Minas Gerais, o estado somente voltou a ser povoado de verdade com a introdução do café, mas só começou a crescer com a industrialização que começou na década de 1940.

A economia do estado se vê em uma fase de grande crescimento que se deve, principalmente ao fato da ampliação da agricultura e do turismo, e da descoberta de imensas jazidas de petróleo e gás natural, e também que só nos últimos anos o estado passou a explorar seu grande potencial econômico, com a implantação da indústrias de rochas ornamentais, sendo que o estado é o maior produtor de mármore e granito do mundo, e também pela implantação da empresa Aracruz Celulose.

As principais culturas agrícolas são: arroz, café (das mais importantes do país, tanto que o município de São Gabriel da Palha determina para o resto do país a cotação diária do café Conilon no mercado), feijão, frutas (banana, maracujá, mamão), milho. Na pecuária, gado de corte e leiteiro. Na indústria, produtos alimentícios, madeira, celulose (Aracruz Celulose SA), têxteis, móveis e siderurgia, destacando-se no município de Serra, um dos sete que constituem a Região Metropolitana da Grande Vitória, a CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão), que no ano de 2005 uniu-se ao grupo francês Arcelor (um dos maiores do mundo no setor) e as usinas de pelotização da CVRD (Companhia Vale do Rio Doce). Outra indústria importante no ramo siderúrgico é a Samarco, localizada no município de Anchieta e que possui o maior mineroduto subterrâneo do mundo, transportando minério a partir de jazidas do vizinho estado de Minas Gerais até à indústria. Nos últimos anos vem se mostrando próspera no estado a exploração de petróleo e de gás natural, principalmente após descobertas ocorridas entre os últimos anos do século XX e início do XXI de novos blocos petrolíferos no mar territorial capixaba.

Vitória é importante porto de exportação de minério de ferro. Guarapari é um importante centro de extração de areia monazítica (rica em cério, tório, lantânio e titânio).A presença da monazita em algumas praias do município faz com que seja muito procurado por turistas em busca de alívio para alguns males do corpo, contra os quais o mineral é eficaz. Em São Mateus, descobriram-se e exploraram-se reservas petrolíferas na plataforma continental.

No litoral sul a descoberta de petróleo deve impulsionar a economia do estado, que até 2008 terá a segunda maior produção de petróleo do Brasil, os municípios litorâneos como Presidente Kennedy, Itapemirim e Marataízes terão crescimento econômico e social com índices muito altos e se tornarão os municípios com maior PIB per capita do estado.

Além do carnaval, em Vitória acontece também durante o mês de novembro, um dos maiores carnavais fora de época do Brasil, o Vital.

Destaque também para as festas do interior como a Festa da Polenta em Venda Nova do Imigrante, Sömmerfest de Domingos Martins, a festa do morango de Domingos Martins, a festa do Imigrante Italiano em Santa Teresa, o carnaval de Guarapari, Festival de Arte e Música de Alegre e Festival Internacional de Inverno de Domingos Martins. A festa de Mimoso do Sul e o Festival de Sanfona e Viola de São Pedro do Itabapoana distrito de Mimoso do Sul, e também o carnaval de Mimoso que atraí muitos visitantes e chega a ser o melhor carnaval do Sul do Espírito Santo.

O café foi o que fez o estado se recuperar do longo período de esquecimento, durante a era colonial, começou a ser cultivado no sul, vindo do Rio de Janeiro, foi a principal cultura cultivada pelos imigrantes, e enriqueceu várias cidades como Cachoeiro do Itapemirim (hoje fragmentada em mais de 10 outros municípios), que por um tempo chegou a ser maior e mais rica que a capital Vitória, Santa Leopoldina, cidade que enriqueceu muito durante o Século XIX, com os chamados Barões do Café, que construíram inúmeras mansões ali, a economia da cidade chegou a rivalizar com a de Vitória mais, com a construção da primeira ferrovia do estado (que não passava pela cidade), acabou por virar uma verdadeira "Cidade Fantasma", outra cidade que enriqueceu muito com o café foi Mimoso do Sul, o café foi a base da economia do estado até meados de 1950.

O café no estado atualmente é plantado nas variações Arábica (em grandes altitudes) e Conilon (em pequenas altitudes), sendo o estado o maior produtor nacional da variação Arábica, e segundo maior da varição Conilon, sendo que o município de São Gabriel da Palha determina para o resto do país a cotação diária (preço) do café Conilon no mercado. São Gabriel da Palha e seus arredores são atualmente os maiores produtores de café de todo o estado, cultivando a variedade Conilon.
[editar] Evolução do PIB

No intervalo de 55 anos, entre 1939 e 1994, a renda per capita dos capixabas cresceu oito vezes, bem mais que a média nacional, de cinco vezes e meia. Por isso sua renda é maior que a média do restante do país. Ocupando apenas 0,54% do território brasileiro, o estado responde hoje por pouco mais de 2% do PIB. Atualmente, O Espírito Santo é considerado o Estado brasileiro mais voltado ao comércio exterior.

O PIB capixaba até os anos 1960 era sustentado pelo setor agrígola, predominantemente o café. O setor primário chegou a representar 54% do PIB. O café, no entanto, continua sendo de vital importância para a economia capixaba, mas sem haver dependência exagerada.

Com o surgimento dos grandes projetos como a CVRD, CST, Aracruz e Samarco (1960/1967) houve a diversificação da base econômica no Estado. A partir dos anos 1990, o setor de serviços passou a ter significativa presença no PIB, passando a ser a âncora da economia capixaba impulsionado pela forte vocação do comércio exterior. Os sete portos, o Corredor Centroleste e a logística tornam o Estado competitivo.

O crescimento do PIB está acima da média nacional. O PIB capixaba vem crescendo 3% ao ano, acima, portanto da média do Brasil, que é de 1,2% ao ano. Em 1996, o PIB saltou de R$ 14,9 milhões para R$ 16 milhões em 1998 (estimativa). O estado é o sexto exportador e o quarto maior importador, sendo responsável por cerca de 9,13% do que é exportado, e 4,95% do que é importado.[15] Em 1997, as exportações totalizaram US$ 5,4 bilhões e as importações, US$ 4,7 bilhões.

O PIB per capita no Espírito Santo em 2005 era de R$ 13.846, o quinto maior do país.

O setor terciário é o mais dinâmico da economia capixaba e o que mais fortalece o PIB no Estado, com uma participação de 50%, puxado principalmente pelo segmento do comércio exterior. Já o setor secundário, formado por indústrias extrativas e de transformação e grandes complexos exportadores, vem em segundo lugar com uma participação de 31% . O setor primário corresponde a 19% do PIB, apresentando como principais atividades a cafeicultura, a fruticultura de clima tropical, a cultura de especiarias, a pecuária bovina e leiteira e a extração vegetal.

O estado é viável em sua infra-estrutura e logística. Sedia o maior complexo portuário da América Latina. Em 1997, seus sete portos movimentaram cerca de 25% das mercadorias que entraram e saíram do país.
[editar] Política



A Assembleia Legislativa é composta de trinta deputados estaduais. No Congresso Nacional, a representação espíritossantense é de três senadores e dez deputados federais.

Poder Judiciário

* Tribunais do Júri
* Juízes de Direito
* Conselhos de Justiça Militar

O estado conta com 34 comarcas.


Escolhido pelo governador Jerônimo Monteiro, o lema "Trabalha e Confia", no centro da bandeira capixaba, subentende-se "Trabalha e confia em Deus", o que é na verdade uma adaptação de um lema jesuíta, que originalmente diz: "Trabalha como se tudo dependesse de ti, e confia, como se tudo dependesse de Deus". A bandeira, cujas cores - rosa, azul e branco - foram inspiradas na vestimenta de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da capital do estado do Espírito Santo, foi concebida em 1908.

Microrregiões

* Metropolitana (Grande Vitória)
* Pólo Linhares
* Litoral Sul
* Pólo Afonso Cláudio (Central Serrana)
* Litoral Norte



* Extremo Norte
* Pólo Colatina
* Noroeste 1
* Noroeste 2
* Pólo Cachoeiro do Itapemirim
* Caparaó (Microrregião de Alegre).


A cultura do estado sofre forte influência de alemães, italianos e afro-descendentes, o que gera diversas manifestações culturais e festas singulares.

Na capital acontece o desfile das escolas de samba capixabas, que reúne no Sambão do Povo, como é conhecido o Sambódromo Capixaba, mais de cinquenta mil pessoas, fora os que desfilam, prestigiam as 14 escolas da grande vitória que desfilam em três dias de muita festa e animação. O desfile das escolas de samba capixabas acontece sempre uma semana antes do carnaval oficial e tem como atual campeã a Independentes de Boa Vista.

A Liga Espírito-santense de Escolas de Samba (LIESES) é o órgão organizador dos desfiles em parceria com a prefeitura. Depois de dois anos em grupo único, os desfiles voltarão, em 2011, a serem divididos em dois grupos que desfilarão em 3 dias distintos. Na quinta-feira desfilará o Grupo de Acesso com as seguintes escolas: Rosas de Ouro, Andaraí, Chegou O Que Faltava e a novata Imperatriz do Samba. Na sexta- feira e no sábado desfilará o Grupo Especial com as seguintes escolas: Independentes de Boa Vista, Mocidade Unida da Glória, Novo Império, Pega no Samba, Unidos de Jucutuquara, Unidos de Barreiros, Independente de São Torquato, Unidos da Piedade, Imperatriz do Forte e Tradição Serrana.

Existe em Itapemirim a Tradicional Festa do Atum e do Dourado, sendo uma das principais festas da cultura pesqueira do Brasil, onde há anexado a festa o Festival de Frutos do Mar Capixaba, no distrito de Itaipava. Reúne mais de 50 mil pessoas por dia, onde tem a oportunidade de experimentar tradicionais pratos em frente ao mar, além da tradicional volta dos barcos, em que pecorrem a ilha dos Franceses e o preparo do Peixe no Rolete.

Há também a tradicional festa de Corpus Christi, realizada por volta dos meses de maio e junho, onde em Castelo são confeccionados tapetes artesanais em um perímetro aproximado de um quilômetro pelo entorno do centro da cidade. Esse tapetes com vários quadro e passadeiras de desenho e muito colorido são de inspiração religiosa e feitos basicamente de flores, serragem colorida e grãos.

Há também a Festa do Cafona, em Colatina, evento reúne pessoas de todo o Brasil, que se vestem de forma inusitada e propositalmente ridícula para se reunirem, para ouvir músicas com letras provocativas e também ridículas e fazerem coisas bizarras e obscenas.

Também há o Festival de Alegre, na cidade de Alegre, importante evento do cenário musical nacional, reúne as maiores e mais populares bandas brasileiras e as vezes, até bandas estrangeiras.

O maior rodeio do estado é o de Ibiraçu, onde a um encontro de música Sertaneja.

O Festival de Inverno de Domingos Martins e a Festa do Vinho, são os maiores eventos da região serrana do estado.

Há também várias manifestações culturais importantes, como a festa de Exposição Municipal Afonso-Claudense e a festa do Afonso-Claudense Ausente e Presente, que comemora o aniversário do município de Afonso Cláudio, o Boi Pintadinho, em Muqui, a Sömmerfest em Domingos Martins, a Festa do Imigrante em Santa Teresa, a Festa da Polenta em Venda Nova do Imigrante, as Festas do Morango e das Flores em Domingos Martins, a Festa de São Benedito, na cidade de Serra, e a Festa da Penha, maior festa religiosa do estado, reúne cerca de 900 mil fiéis durante a Semana Santa, no Convento da Penha em Vila Velha, durante o período são celebradas muitas missas e romarias.

Os principais eventos no estado, são de entretenimento, culturais e musicais, o maior evento do estado é a Vitória Stone Fair, maior exposição de Rochas Ornamentais do mundo, porém existem vários outros de importância quase igual, voltados ao setor agropecuário e ao setor alimentício.[16] A maioria dos eventos, de pequeno, médio e grande porte, ocorre no Pavilhão de Carapina, espaço construído pelo governo do estado, para sediar eventos, no município de Serra.[17]

fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/

foto Vanessa Solo

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